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Satélite SCD-1: 28 anos em órbita

Atualizado: Jun 9

O Satélite de Coleta de Dados 1 ou SCD-1 foi o primeiro satélite brasileiro a ser colocado em órbita. Ele foi projetado e desenvolvido pelo INPE e seu lançamento se deu no dia 9 de fevereiro de 1993 pelo foguete americano Pegasus.


imagem do Satélite SCD-1
SCD-1 nas instalações do INPE


O SCD-1 é considerado um caso de sucesso do programa espacial brasileiro, ele foi projetado para funcionar por apenas um ano, e neste ano de 2021 ele já completou 28 anos em rbita ainda em funcionamento (superando seu limite em mais de 1200%). O satélite é importante na coleta de dados ambientais, cujos dados são distribuídos para instituições nacionais governamentais e do setor privado.



imagem do SCD-1 na coifa do foguete
O SCD-1 na coifa do Pegasus


A missão espacial


Segundo o INPE o satélite SCD-1 faz parte da Missão de Coleta de Dados que, através de um sistema de coleta de dados ambientais baseado na utilização de satélites e plataformas de coleta de dados (PCDs) distribuídas pelo território nacional, tem como função fornecer ao país dados ambientais diários coletados nas diferentes regiões do território nacional.


As PCDs são pequenas estações automáticas, instaladas, geralmente, em locais remotos. Os dados adquiridos pelas PCDs são enviados aos satélites que os retransmitem.

Os dados coletados pelo satélite SCD-1 são utilizados para diversas aplicações como na área agrícola, previsão do tempo, química atmosférica, estudo das marés e etc.


O Satélite

O SCD-1 tem as seguintes características

  • Dimensões: 1m de diâmetro, 1,45m altura

  • Massa Total: 115 Kg

  • Potência Elétrica: 110W

  • Estrutura: Paineis colmeias de alumínio

  • Estabilização de atitude: rotação

  • Controle Térmico Passivo

  • Órbita circular de 750Km de altitude, 25 graus de inclinação

Durante o seu lançamento, foi imposta uma rotação de 120 rpm como forma de controle de atitude. A correção da direção do eixo de rotação e controlado através de uma bobina magnética que recebe comandos por terra. A determinação da atitude e calculada através de sensores solares e magnetômetro.


Os paineis solares geram energia elétrica e distribuem através de uma PCU (Unidade de Condicionamento de Potência), e há uma bateira de níquel-cadmio que e usado quando ha um eclipse e assim não ha captação de energia pelos paineis. Quando há excesso na geração na energia o satélite usa dois dissipadores localizado no painel inferior.


O controle térmico é passivo, ou seja, sem consumo de energia elétrico através de fitas térmicas e revestimento e alguns equipamentos foram isolados termicamente.


A estrutura é feita por um cilindro central calandrado e há 4 barras inclinadas que prendem as abas do painel central a junção do cilindro com painel inferior e assim é garantida a rigidez estrutural do satélite


O subsistema de telemetria, tracking e comando compreende um decodificador de telecomandos dois Transponders redundantes operando em banda S e um codificador de telemetrias (Codir). Duas antenas quadrifilares de mesma polarização, localizadas nos painéis superior e inferior do satélite possibilitam o acesso ao mesmo a partir das estações de rastreio e vice-versa.


SCD-1 hoje


Em 2010 ocorreu uma falha em sua bateria e assim ele esta funcionando apenas quando está sendo iluminado pelo sol e sua carga útil se resume a um transponder de coleta e transmissão de informações telemétricas. O SCD-1 opera em horários determinados do dia, o que equivale a cerca de 65% do tempo total anterior. A equipe de controle do INPE fazem manobras de forma periódica para apontar os paineis solares para o sol.

Como dissemos anteriormente, sua rotação que antes era de 120 rpm hoje está próximo de 5 rpm e isso afeta a estabilização e sua atitude que tem causado alguns problemas térmicos em que alguns equipamentos estão operando acima dos limites previamente estabelecidos. Mas apesar destes problemas sua missão de coleta de dados ainda é considerada satisfatória para esse vovô.



Fonte AEB










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